Logo com um ano de vida, com a separação dos pais, Vilson foi obrigado a se mudar do Rio de Janeiro, onde nasceu, para a Paraíba. Após 11 anos em Campina Grande, o garoto retornou à Cidade Maravilhosa para tentar a sorte como jogador de futebol. Aconselhado por amigos a não seguir direto para um clube grande, o zagueiro passou em um teste no Madureira.
- Sempre joguei bola na escola, mas nunca tive uma chance na Paraíba. Minha decidiu retornar ao Rio de Janeiro em 2003 para morar com a minha avó. Fiz um teste no Madureira e acabei ficando - relembrou o jogador, casado com Fabíola e pai de Lucas.
Mas a vida do zagueiro continuou dura. Sem condições de permanecer no Rio de Janeiro, a mãe do jogador, Graciete,retornou à Paraíba e ele foi obrigado a conviver com um outro problema: a solidão.
- Passei a morar na concentração do Madureira. Fiquei lá de 2003 a 2005 antes de ir para o Vasco. Em São Januário, continuei morando na concentração até 2007, quando me tornei profissional. Tinha tios e primos aqui, mas não era a mesma coisa - disse Vilson, que tem contrato com o Vasco até dezembro e os seus direitos presos ao Madureira até junho de 2010.
Titular de Dorival e com apenas dois cartões amarelos em 24 partidas da Série B, Vilson cometeu apenas uma falha na temporada 2009, justamente na derrota por 2 a 0 para o Ceará, em agosto. Em um bate-papo com o GLOBOESPORTE.COM, o zagueiro falou do seu momento com a camisa do Vasco e de toda a perseguição que sofreu antes de se tornar um homem de confiança da comissão técnica
GLOBOESPORTE.COM: Você está vivendo uma ótima fase pelo Vasco. O que mudou na sua carreira quando começou para o atual momento que vive?
VILSON: A confiança do Dorival está sendo fundamental para esse bom momento. E conta muito o lado família também. A cada partida que eu atuo, penso em fazer o melhor para retribuir toda essa confiança.
Fonte: Glogo Esporte


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